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Anvisa já autorizou 184 pedidos de canabidiol, componente da maconha

Uso medicinal do canabidiol foi discutido nesta terça-feira (18) em audiência pública na comissão de seguridade social e família da Câmara dos Deputados

Canabidiol

Desde abril deste ano, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) já liberou 184 pedidos para importação da pasta com canabidiol (CBD), substância ativa da maconha que possui propriedades medicinais.

Das 223 solicitações, sete foram arquivadas, 18 estão em análise e 14 aguardam cumprimento de exigências feitas pela agência para a autorização – é necessário apresentar prescrição médica, laudo médico, termo de responsabilidade e formulário de solicitação de importação para medicamentos controlados.

O uso medicinal do canabidiol foi discutido nesta terça-feira (18) em audiência pública na comissão de seguridade social e família da Câmara dos Deputados.

“Nossa grande questão é discutir a eficácia e segurança dos produtos. (…) Não há evidências na literatura que essa substância cause dependência, ao contrário da maconha. Usando termos comuns, não deixa a pessoa ‘doidona'”, afirmou o diretor-presidente substituto da Anvisa, Ivo Bucaresky.

O CBD ganhou destaque no início do ano com pedidos para importação de famílias de crianças com doenças graves, como síndromes raras epiléticas. A diretoria da agência iniciou debate para retirada do canabidiol da lista de substâncias proibidas no país, como forma de facilitar a importação, mas a discussão ainda não foi concluída.

O diretor da Anvisa ponderou, no entanto, que ainda há carência de informações sobre as doses ideais a serem tomadas em cada caso. O CDB já é considerado lícito em países como Canadá, Nova Zelândia e Israel, por exemplo.

Especialistas e familiares de usuários da pasta defenderam mudança nas regras atuais. ” [O canabidiol] garante qualidade de vida”, destacou Katiele Fischer. Ela é mãe da menina Anny, portadora de uma das formas graves de epilepsia e que utiliza o CBD.

O Tempo