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Cruzeiro irá apresentar alternativas para ampliar carga alvinegra

Orientado por decisão do STJD, diretoria repassou à PM a responsabilidade pela adequação dos espaços que estarão disponíveis aos atleticanos

Além de decisão do STJD, Ministério Público exige ingressos a R$ 500

Além de decisão do STJD, Ministério Público exige ingressos a R$ 500

Em coletiva de imprensa na manhã deste sábado, na Toca da Raposa II, o diretor de Tecnologia da Informação do Cruzeiro, Aristóteles de Paula Lorêdo, veio a público esclarecer que o clube celeste irá apresentar alternativas à Polícia Militar para que a determinação do STJD, que exige a liberação da carga de 10% de ingressos à torcida do Atlético (cerca de 6.000 entradas), para a grande decisão da Copa do Brasil, na próxima quarta-feira, no Mineirão, seja cumprida.

Na prática, o Cruzeiro repassou à PM a responsabilidade pela adequação dos espaços que estarão disponíveis aos alvinegros. Com uma postura bem mais flexível, a Raposa ainda se prontificou a apresentar o mapa detalhado dos locais onde estarão os mais de 40 mil torcedores celestes que já garantiram presença na decisão, e destacou que a solicitação de uma nova vistoria no Mineirão, marcada para esta segunda-feira, na parte da manhã, partiu do próprio clube.

“A imprensa divulgou hoje (sábado) nos jornais, rádios e tudo mais, que haverá um laudo de avaliação do Mineirão na segunda-feira, da Polícia Militar com o objetivo de aprovação dos 10% de ingressos para o adversário. Isso não é fato, não foi isso que foi colocado”, afirmou Aristóteles de Paula.

“Em função das ocorrências jurídicas que houve durante essa semana em relação ao percentual de ingressos que o Cruzeiro vai liberar para o adversário, nós pedimos à Polícia Militar um novo laudo, porque já estamos com 40 mil lugares ocupados no estádio ou mais, porque tem os locais da Minas Arena e esses lugares são ocupados pelos Sócios torcedores do Clube. Nós chamamos e pedimos à Polícia, em função do que está acontecendo, um novo laudo de avaliação do estádio onde nós vamos apresentar a ela o mapa de ocupação do estádio pelo Sócio Torcedor do Cruzeiro”, completou o diretor.

Aristóteles explicou também detalhes do laudo de ocupação que será entregue à Polícia Militar.

“Nós temos a identificação de cada cadeira, de cada setor, quantas tem por setor e onde esse torcedor está ocupado, afinal, esse é um direito que concedemos a ele. Iremos apresentar para a Polícia Militar esse laudo de ocupação e  ela vai emitir o laudo dela, mostrando os espaços disponíveis que tem no estádio, esse é o objetivo desse laudo que solicitamos para segunda-feira, às 10h da manhã”, finaliza.

Relembre a polêmica

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) acatou o pedido do Atlético para que o Cruzeiro cumpra o Regulamento Geral de Competições e forneça 10% dos ingressos para os atleticanos na partida decisiva da Copa do Brasil, dia 26, no Mineirão. A quantidade deve ser algo em torno de 6.000 lugares. Em caso de descumprimento, multa pode chegar a R$ 100 mil.

A principio, o Cruzeiro tinha oferecido 2.736 ingresso para o Galo, o que representaria menos de 5% da carga total colocada à venda, que é de 60 mil torcedores. Após vistoria da Polícia Militar, na quarta-feira, o espaço dos atleticanos foi reduzido ainda mais, por questões de segurança.
Como o Cruzeiro aceitou ceder um de seus blocos para o isolamento, o alvinegro, no fim das contas teria 1.854 lugares. Situação semelhante aconteceu na partida de ida, no Independência.

A diretoria celeste solicitou 10% da capacidade do estádio, mas o Atlético reservou apenas 2.219, que acabou ainda reduzido para 1.871 por questões de segurança. Como o Cruzeiro só aceitava receber 2.302 entradas, acabou recusando os ingressos e a partida foi realizada com torcida única atleticana.

Na reunião do dia 18, na Federação Mineira de Futebol, o presidente do Cruzeiro, Gilvan de Pinho Tavares, indicou que o clube estava precavido para punições. “O regulamento nos dá o direito de reciprocidade. Se for o caso, o tribunal vai julgar e talvez aplique uma multa. Mas eles (o Atlético) estão na mesma situação”, se referindo ao caso do Independência.

O Tempo