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Oito medidas para evitar crises de refluxo

Não exagerar nas refeições e evitar bebidas gasosas são formas de conter o problema, causado pela ida do suco gástrico ao esôfago

Refluxo: problema acomete 20% dos brasileiros

Refluxo: problema acomete 20% dos brasileiros

Sensação de que a comida não caiu bem no estômago e quer pegar o caminho de volta, acompanhada de azia e queimação, são sintomas de refluxo gastroesofágico, um problema digestivo que acomete 20% dos brasileiros.O refluxo se manifesta quando uma válvula chamada esfíncter, que tem a função de impedir que o suco gástrico vá para o esôfago, não funciona corretamente e abre sem necessidade. Parte da comida e do suco gástrico pode voltar ao esôfago e causar queimação.De acordo com o gastroenterologista Joaquim Prado Moraes Filho, professor-livre docente da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), ainda não se sabe por que o esfíncter não exerce corretamente sua função. “O que sabemos é que a genética é um fator importante para o aparecimento do problema”, diz.

Como evitar o refluxo
1) Comer alimentos gordurosos com moderação
Alimentos gordurosos, como batata frita e embutidos, são digeridos de forma mais lenta pelo estômago. A demora na digestão aumenta a pressão dentro do órgão e força a abertura da válvula que separa o estômago do esôfago, o esfíncter. “Comidas com muita gordura também tendem a relaxar o esfíncter e fazer com que ele abra mais do que o normal, aumentando o risco do suco gástrico ir para o esôfago”, diz com o gastroenterologista Joaquim Prado Moraes Filho, professor livre docente da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
2) Ingerir menos doces
Os doces exercem no estômago a mesma influência dos alimentos gordurosos: tendem a relaxar o esfíncter e fazer com que ele abra mais facilmente. Assim, o suco gástrico consegue sair e desembocar no esôfago, causando a queimação.
3)  Controlar o peso
O sobrepeso e, sobretudo, a obesidade aumentam a pressão no abdômen e no estômago. Com isso, o esfíncter se abre de maneira equivocada e o suco gástrico vai para o esôfago, causando o refluxo.
4) Comer sem pressa
Segundo Joaquim Prado Moraes Filho, quando uma pessoa come rápido, engole ar junto com a comida. “O ar ingerido aumenta a pressão dentro do estômago e faz com que o esfíncter se abra sem necessidade”, diz. Por isso, o ideal é mastigar bem os alimentos e comer sem pressa.
5) Não exagerar nas refeições
Comer muito em uma só refeição faz com que o estômago tenha mais alimento para digerir. Consequentemente, o órgão se distende, o que leva ao aumento de pressão e à abertura do esfíncter.
6) Evitar bebidas gasosas
O gás das bebidas gasosas relaxa o esfíncter e faz com que ele se abra sem necessidade, facilitando a saída do suco gástrico para o esôfago. “As bebidas à base de cola são as que mais relaxam o esfíncter”, diz o gastroenterologista Giovanni Faria Silva, professor da Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (FMB). Consuma refrigerantes moderadamente.
7) Não fumar
“Substâncias presentes no cigarro, como o tabaco, estimulam a produção de suco gástrico e alteram o funcionamento do esfíncter. Esses dois fatores juntos contribuem, e muito, para que o conteúdo do estômago vá para o esôfago”, explica Ricardo Barbuti, gastroenterologista do Hospital das Clínicas, em São Paulo.
8) Dormir duas horas depois da última refeição
Quando nos deitamos, a pressão dentro do abdômen aumenta naturalmente — e a pressão do estômago também. Se uma pessoa que tem tendência ao refluxo vai dormir com a barriga cheia, o risco de o alimento que está no estômago ir para o esôfago é maior. Por isso, é preciso esperar que parte da comida tenha sido digerida antes de se deitar.
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